A notícia abaixo saiu no Estadão em 29/10/2009. Um ano depois a moça abaixo virou heroína da mídia. Que mudança de comportamento hein?Chefe da Receita loteia cargos de superintendente entre sindicalistas
Desde que assumiu, Lina Vieira partilha postos regionais, mas põe técnicos na estrutura central, em Brasília

Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.Para a
superintendência de São Paulo ( aldeia: em agosot de 2009 o jornal criticou a saída de tal funcionário), Lina escolheu Luiz Sérgio Fonseca Soares, até então presidente da delegacia sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) em Belo Horizonte. Subordinada a ele, comandando a Delegacia Especial de Instituições Financeiras, está Clair Maria Hickman, ex-diretora de Estudos Técnicos da Unafisco.A
superintendência em Minas Gerais ( aldeia: em agosot de 2009 o jornal criticou a saída de tal funcionário), foi entregue a Eugênio Celso Gonçalves, que era o secretário de Contabilidade da Unafisco em Belo Horizonte. Antes, Eugênio presidiu o sindicato em meados dos anos 80 e foi chefe da delegacia sindical de Belo Horizonte entre 1991 e 1993.
Para chefiar a 4ª Região Fiscal, que abrange os Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte ( aldeia: em agosot de 2009 o jornal criticou a saída de tal funcionário), , o escolhido foi Altamir Dias de Souza, ex-presidente da delegacia sindical da Unafisco em Salvador e vice-presidente da diretoria nacional do sindicato entre 1999 a 2001.Conhecida dos colegas por atuações de destaque em assembléias do sindicato, a auditora Eliana Polo Pereira foi nomeada para comandar a estrutura da Receita no Rio de Janeiro e Espírito Santo. De perfil também técnico, ela chefiou a Divisão de Tributação da Receita naquele Estado. Para comandar a Receita na Região Norte, foi nomeado Esdras Esnarriaga Júnior, ligado à Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip).
AUTONOMIA
Para os funcionários experientes da Receita, o fato de sindicalistas terem sido guindados ao comando das unidades regionais do órgão aumenta o risco de atuação política. Existem parâmetros para a definição de pessoas e empresas a serem visitadas pelos fiscais, mas o superintendente e os delegados têm autonomia para definir as estratégias de fiscalização e arrecadação. Por outro lado, os sindicalistas são todos aprovados em concurso público. Portanto, ao menos em tese, têm preparo para assumir essas funções.Alguns técnicos negam que haja algum projeto político de aparelhamento e dizem que a secretária está apenas trocando "a turma do Everardo". Sempre falando sob condição de se manterem no anonimato, esses técnicos dizem que a Fazenda está pondo um ponto final na influência do ex-secretário Everardo Maciel, que comandou a Receita nos dois mandatos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e prolongou sua influência no órgão por mais seis anos e meio do governo Lula com a escolha de Jorge Rachid - substituído por Lina em julho passado.
MAIS MUDANÇAS
As mudanças não se restringiram às superintendências. Foram substituídos cinco dos seis
secretários-adjuntos ( aldeia: em agosot de 2009 o jornal criticou a saída de tais funcionários), - que, na hierarquia do órgão, estão um degrau abaixo da secretária. O único sobrevivente à degola geral foi Carlos Alberto Barreto. A informação de bastidor é de que foi mantido no cargo por pressão da Casa Civil. Barreto é, desde o início do governo Lula, o responsável pela elaboração de novas normas da Receita Federal. Uma barbeiragem nessa área poderia custar bilhões de reais aos cofres públicos. Por isso, a ordem do Planalto foi não improvisar.Em outra área sensível da Receita, a de arrecadação, também se optou pela experiência. O adjunto é Michiaki Hashimura, que desde 1994 vem ocupando diferentes postos no comando da máquina arrecadadora.Chegar à cúpula da Receita Federal é um projeto antigo dos sindicalistas ligados ao PT. Eles acreditavam que comandariam o órgão logo no início do primeiro mandato de Lula, mas o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não quis politizar o órgão e aceitou a sugestão de Everardo Maciel, que indicou Rachid para substituí-lo. Quando assumiu o Ministério da Fazenda, em março de 2006, Guido Mantega quis trocar o comando da Receita, mas também foi impedido por Lula. Em julho último, finalmente ele conseguiu autorização para demitir Rachid.
Leia o texto do
Luis Nassif sobre o "Caso" Lina Vieira
As faces da mentira
A esta altura, até pela leitura da Época – que pertence ao mesmo grupo – O Globo sabe que a tal reunião entre Lina e Dilma não existiu. A Folha sabe, o Estadão sabe.Mas a intenção do jogo não era chegar à verdade. Era mentir sistematicamente até que a pecha de mentirosa pegasse na vítima. Em plena segunda, com a trama desvendada, prosseguem mentindo.
Matéria de capa de hoje de O Globo (na foto, o diretor de redação Rodolfo Fernandes):Dilma sai de cena para evitar desgasteMatéria interna:Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a ministra se enfraqueceu muito com o episódio de Lina Vieira e não se sustenta mais como candidata do governo à sucessão de Lula.- Ela mentiu muito, foi mentindo, mentindo, mentindo, e agora querem tirá-la de cena para repaginar seu currículo. Por conta dela mesma, despencou, e é irreversível. Esse remendo em pneu velho não surte efeito, tem que trocar o pneu. Se o governo não trocar de candidato, vai perder por antecipação. O brasileiro não quer um presidente mitômano – avalia.Demóstenes é o sujeito que participou da mentira com Gilmar Mendes em torno do grampo falso da Veja.
Na Folha (na foto, o diretor de redação Otávio Frias Filho), o grande pensador Fernando Rodrigues cria o conceito de “patrimonialismo da informação” para abordar exclusivamente a falta de imagens no sistema do Palácio. Dias antes, escreveu um artigo inteiro chamando a Ministra de mentirosa – com base em uma mentira. Anos atrás, passou um mês dando sobrevida a uma armação de sua fonte preferida – Gilberto Miranda – o dossiê Cayman.Internamente, nenhuma matéria do jornal sobre o desmascaramento de Lina.
No Estadão (na foto, o diretor de redação Ricardo Gandour), também nenhuma menção ao dia 19 – dia que Lina dava como sendo da suposta reunião. A matéria fala que a base se mobiliza para evitar a convocação de Dilma.
Pergunto, em que mundo estão? Graças à Internet, esse factóide foi desmontado. Centenas de milhares de leitores de Internet – dentre os quais, os melhores leitores do Estadão, Folha e Globo – sabem que estão sendo enganados, ludibriados, sabe que mentiram para eles.
Onde se pretende chegar? O Estadão faz um drama com a decisão do desembargador em proibir a divulgação de um tema sob sigilo da notícia. Pergunto ao Gandour: qual o direito que tem um jornal de manipular a informação, de mentir e, depois de descoberta a mentira, não se corrigir?
Como se pretende alçar a liberdade de imprensa ao panteão das grandes liberdades civis, com essa desmoralização persistente? Não percebem que estão fazendo o jogo dos inimigos da democracia, que estão legitimando o chavismo? Quando irá cair a ficha desses destrambelhados?
Ou este artigo do
Paulo Henrique Amorim:
“A gestão desastrosa de Lina Maria Vieira”-Ontem A Globonews em seu “Entre aspas” com a Monica Waldvogel entrevistou: Everado Maciel, Paulo Antenor de Oliveira e Paulo Sigaud.Um tiro no pé de quem queria colocar mais lenha na fogueira.O que mais me surpreendeu foi a unanimidade dos três, totalmente apolíticos mostraram todos os fatos ás claras, tudo ficou absolutamente claro.Se alguem tem alguma dúvida, então assista, vale a pena, o resto como disseram os três é FACTÓIDE.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1111651-7823-CRISE+ATINGE+DE+VEZ+A+RECEITA+FEDERAL,00.htmlEsta era a introdução:-Doze funcionários do alto escalão do órgão foram exonerados. Todos eram da antiga equipe de Lina Vieira. O Leão que deveria ser isento de influência política, afunda-se cada vez mais na crise.Esta foi a conclusão:- A gestão de Lina Vieira frente a Receita Federal foi desastrosa! A crise foi um factóide criado pela oposição com a cumplicidade de Lina!
Agora você está entendendo porque o PSDB e o DEM querem censurar a internet